A aposta do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao decidir disputar a Presidência da República pelo PSL é a de que terá maioria no diretório nacional, o que não conseguiu nas negociações com o PEN, que deve mudar de nome para Patriota. Assim, ele teria controle da distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral, além da definição da política de alianças, inclusive nos estados, conforme pulicado no GLOBO.

Em termos de estrutura, Bolsonaro encontrará no PSL as mesmas dificuldades do PEN/Patriota: pouco tempo de TV e fatia pequena dos fundos partidário e eleitoral. Com a proibição das doações empresariais, essas são as principais fontes de recurso para a campanha.

Bolsonaro chegou a assinar, em agosto, um compromisso de filiação ao PEN/Patriota. Ele só pretende oficializar a mudança para o PSL em março, quando abre uma janela para a troca de partido sem perda de mandato por infidelidade.

Presidente do PEN/Patriota, Adilson Barroso diz que Bolsonaro queria tomar o partido dele:

— Eles pediram primeiro cinco estados (diretórios estaduais) e cinco cargos na executiva nacional. Depois pediram mais cinco, mais cinco e já estavam em 23 estados. Isso não é bom porque tinha gente há anos filiada ao partido, e, com isso, deputados já queriam sair. Por último pediram a presidência nacional.

O presidente do PSL, Luciano Bivar, negou que a negociação para a filiação de Bolsonaro tenha passado pelo controle do partido:

— Não teve nenhum fisiologismo, nenhuma condição. Foi uma convergência de pensamentos, de um Brasil mais enxuto, diminuição do Estado, simplificação dos impostos, economia de mercado.

Jair Bolsonaro Presidente

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