Depois das bebidas alcoólicas, do tabaco e do açúcar, a carne pode virar o novo alvo dos chamados “impostos do pecado”.

Segundo publicado na EXAME, o alerta é de um relatório recente da FAIRR, uma iniciativa da Coller Capital para monitorar riscos do setor de pecuária.

O argumento é que governos ao redor do planeta estão tendo dificuldade para equilibrar as contas, e uma saída atraente para gerar receita é taxar produtos prejudiciais à saúde e/ou ao meio ambiente.

Mais de 180 países hoje já impõe um imposto sobre tabaco, 60 jurisdições taxam o carbono e pelo menos 25 taxam o açúcar, segundo o relatório.

A carne poderia se tornar a próxima da lista. O consumo total de carne quintuplicou no mundo entre 1992 e 2016, puxado pelo crescimento populacional somado com a queda da pobreza e o surgimento de uma nova classe média global.

A FAIRR nota que o hipotético imposto da carne ainda não é um “risco de curto prazo”, mas que já está trabalhando em alternativas com seus 57 investidores que controlam US$ 2,3 trilhões em ativos.

A ideia é pressionar 16 multinacionais do setor alimentício a blindar sua produção adotando medidas que incluem o maior uso de proteínas de base vegetal e o desenvolvimento de uma carne de laboratório o mais próxima possível do aspecto e sabor da carne original.

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