No final do ano passado, em específico no mês de dezembro, os produtos derivados do trigo registraram aumento no seu consumo, logo, com um maior número de venda, maior também foi a necessidade de repor os estoques, principalmente de farinhas. As informações foram fornecidas por moinhos consultados pelo Cepea.

Tal necessidade não foi sentida por todos os moinhos, uma vez que alguns ainda tinham trigo para receber de contratos realizados anteriormente. Outros, por sua vez, tentam negociar o trigo através e contratos, ou seja, tentam receber o cereal de acordo com suas necessidades. Do lado vendedor, a expetativa é de conseguir vender o produto quando a entrega é rápida, tendo como objetivo liberar espaço nos armazéns.

Colaboradores do Cepea comentam que os agentes brasileiros, no momento, estão atentos à movimentação dos valores do cereal nacional no período conhecido como entressafra. Ainda com base nas informações fornecidas pelo Cepea, na Argentina, a principal fornecedora do Brasil, os preços mostram-se em alta nos portos mais importantes do país, e ao que tudo indica, devem seguir subindo nos próximos meses, sustentados pela maior demanda. As recentes desvalorizações cambiais vistas no mercado, em conjunto com a safra volumosa na Argentina, podem incentivar compradores brasileiros a importarem o cereal do país vizinho.

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